
terça-feira, 15 de junho de 2010
Aprendizagem virtual e suas potencialidades pedagógicas

sexta-feira, 11 de junho de 2010
AVALIANDO A APRENDIZAGEM
Muito tem se discutido sobre os métodos avaliativos utilizados pelos professores atualmente para "quantificar" o conhecimento adquirido pelos alunos em sala de aula. Porém, a qualidade destes métodos avaliativos vem sendo cada vez mais questionada: para muitos as avaliações realmente são capazes de medir a quantidade e a qualidade do conhecimento assimilado pelos alunos; enquanto que para tantos outros as avalições são altamente insuficientes no que se diz respeito à este propósito. Em trabalho desenvolvido por Rodrigues & Precioso (2010), sobre a qualidade dos testes aplicados pelos professores atualmente para avaliar o conhecimento científico adquirido por alunos do 6º ano, eles discutem que para muitos autores "os testes constituem o instrumento dominante e, por vezes, quase exclusivo da avaliação dos alunos. É fundamental que os professores elaborem estes instrumentos com qualidade, pois da sua aplicação depende, muitas vezes, a classificação atribuída aos alunos e, consequentemente, o seu futuro."
Os resultados do trabalho de Rodrigues & Precioso (2010) sugerem que "os testes de avaliação apresentam uma clara predominância de questões que visam avaliar o conhecimento substantivo, sendo raras as perguntas que avaliam as restantes competências. Não são colocadas questões relacionadas com o saber processual e epistemológico, e de raciocínio. Podemos admitir, que questionar a Ciência e avaliar atitudes são desempenhos que os professores que realizaram os testes da amostra, ainda não introduziram nas suas práticas avaliativas."Propor o questionamento da Ciência em sala de alua, sobre como ela funciona e qual sua aplicabilidade no cotidiano dos alunos, é altamente útil e necessário, uma vez que esta ferramenta educativa fará com que os alunos agucem a curiosodade, se tornem perseverantes e desenvolvam atitudes inerentes ao trabalho de Ciências. Assim, se preciso for, estarão aptos para reformular seus trabalhos, sendo sensíveis e éticos para trabalhar com a Ciência.
Concluindo seu estudo, Rodrigo & Precioso (2010) constataram que os testes atuais aplicados pelos professores para avaliar a aprendizagem dos alunos, "avaliam tópicos e objetivos, que na maioria dos casos, parecem não ter interesse para a vida dos alunos e estão fundamentalmente relacionadas com a memorização de conteúdos. Prevê-se que após a elaboração do teste, serão esquecidos, porque não tiveram para o aluno qualquer interesse prático. Este fator poderá constituir uma das causas do insucesso escolar. A aprendizagem de conteúdos desprovidos de significado, algumas vezes inúteis para a vida, poderá conduzir ao desinteresse e, logicamente, ao referido insucesso escolar."quinta-feira, 3 de junho de 2010
Especulações Sobre o Ensino de Ciências no Brasil Contemporâneo
É o ensino das ciências a partir de uma concepção histórico-filosófica e não a substituição de tópicos do programa de ciências por outros de sua história ou filosofia. Será a partir de um ensino com esta concepção que os alunos irão perceber que as teorias científicas que estão aprendendo não são um "retrato" da natureza, mas sim uma construção teórica que parte da natureza enquanto realidade construída e não como um dado a priori.
O sujeito crítico é capaz de perceber que o consumismo não é uma forma consciente do uso dos recursos naturais? Saberá dizer que óleos vegetais realmente não possuem colesterol?
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Senso comum e conhecimento científico.
O primeiro baseia-se nos sentidos, crenças, tradições, acredita no que vê ou sente, é fruto das experiências do cotidiano ou naquilo que se tornou evidente através da evolução da ciência. Esta por sua vez procura através do raciocínio objetivo, assente na faculdade racional do ser humano e em métodos experimentais, a comprovação daquilo que os sentidos nos mostram.
Principais características do senso comum:
- Caráter empírico - o senso comum é um saber que deriva diretamente da experiência cotidiana, não necessitando, por isso de uma elaboração racional dos dados recolhidos através dessa experiência.
- Caráter acrítico - não necessitando de uma elaboração racional, o senso comum não procede a uma crítica dos seus elementos, é um conhecimento passivo, em que o indivíduo não se interroga sobre os dados da experiência, nem se preocupa com a possibilidade de existirem erros no seu conhecimento da realidade.
- Caráter assistemático - o senso comum não é estruturado racionalmente, tanto ao nível da sua aquisição, como ao nível da sua construção, não existe um plano ou projeto racional que lhe dê coerência.
- Caráter ametódico - o senso comum não tem método, ou seja, é um saber que não segue nenhum conjunto de regras formais. Os indivíduos adquirem-no sem esforço e sem estudo.
- Caráter aparente ou ilusório - como não há preocupação de procurar erros, o senso comum é um conhecimento que se contenta com as aparências, formado por isso, uma representação ilusória, deturpada e falsa, da realidade.
- Caráter coletivo - o senso comum é um saber partilhado pelos membros de uma comunidade, permitindo que os indivíduos possam cooperar nas terefas essencias à vida social.
- Caráter subjetivo - o senso comum é subjetivo, por que não é objetivo: cada indivíduo vê o mundo á sua maneira, formando as suas opiniões, sem a preocupação de testá-las ou de fundamentá-las num exame isento e crítico da realidade.
- Caráter superficial- o senso comum não aprofunda o seu conhecimento da realidade, fica-se pela superfície, não procurando descobrir as causas dos acontecimentos, ou seja, a sua razão de ser que, por sua vez, permitiria explicá-los racionalmente.
- Caráter particular - o senso comum não é saber universal, uma vez que se fica pela aquisição de informações muito incompletas sobre a realidade (por isso também se diz que ele é fragmentado), não podendo, assim, fazer generalizações fundamentadas.
- Caráter prático e utilitário - o senso comum nasce da prática cotidiana e está totalmente orientado para o desempenho das tarefas da vida cotidiana, por isso as informações que o compõem são o mais simples e diretas possível.

- O conhecimento científico baseia-se na evidencia verificável. Isto significa que os seus resultados e conclusões podem ser sempre verificados ou confirmados por outras pessoas. Todas as conclusões devem permanecer abertas, pois no futuro podem aparecer justificativas mais razoáveis. Além disso a ciência nunca é detentora de verdades absolutas.
- A ciência é eticamente neutra, mas o cientista, por ser um indivíduo, não o é, cada um de nós tem um sistema de valores que influencia a sua vida em sociedade. Desta forma, quando se produz energia nuclear, em paz é para produzir eletricidade, mas em guerra pode ser para produzir mísseis.
- O conhecimento científico tem por base técnicas específicas para recolher dados, que garantem: exatidão (dados que correspondem aos fatos), e a precisão (dados que refletem bem a medida, o grau desses fatos observados), assim a investigação científica baseia-se numa recolha sistemática dos dados, que devem logo ser registrados, e tudo deve ser feito com objetividade, não devendo ser influenciados por preferências, crenças, desejos e valores.
A idéia de que todo cientista é uma pessoa de inteligência incontestável é amplamente divulgada pela mídia e essa divulgação não é gratuíta. Com essa imagem de "ser superior" o cientista torna-se um formador de opinião, induzindo o pensamento das camadas populares e vendendo produtos nos comerciais de televisão. Só que a realidade passa longe disso.
Um indivíduo é considerado cientista quando se especializa em um determinado assunto e essa especialização parte de um conhecimento prévio do indivíduo. Em outras palavras, todo indivíduo dotado de um conhecimento prévio comum a todos pode buscar uma especialização. Mas o que é esse conhecimento prévio? É o que se costuma chamar de senso comum.
O senso comum e a ciência partem do mesmo princípio: a necessidade do homem de compreender o mundo e a si mesmo. O ser humano, por milhares de anos, viveu numa sociedade em que não havia ciência e mesmo assim deu continuidade ao processo de evolução. É preciso compreender que sendo a ciência um refinamento do senso comum, devemos então respeitá-lo e não desprezá-lo, já que esse serve de ponto de partida para aquela ou seja a ciência.
Ciência e Educação, vol. 15 nº 3, 2009.
Docio,L; Razera, J. C. C.; Pinheiro, U. S.
domingo, 16 de maio de 2010
BLOGS COMO FERRAMENTA PARA DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA
As informações digitais são novas ferramentas para facilitar o envolvimento do público geral nas discussões sobre ciência. Essa participação nas discussões científicas inclui criatividade científica individual, etnociência, conhecimento local e discurso público. A internet tem se tornado uma parte da comunicação científica e ainda não está claro como mídias como fóruns e blogs podem contribuir para os debates da ciência. As pessoas “leigas” podem por esse meio, não serem apenas agentes passivos (receptores) de assuntos científicos, mas podem contribuir com esses debates.
“Blog” é uma webpágina que facilita a comunicação informal entre o autor do blog e seus leitores. Os blogs sobre ciências são um potencial modelo de jornalismo científico e uma ótima ferramenta que pode ser utilizada por instituições acadêmicas para disseminar a informação acadêmica e facilitar a discussão sobre ciência e, ainda, para suprir o déficit de comunicação científica. Os blogs geralmente são comentários jornalísticos e estudantis ao invés de análises baseadas em pesquisa. Para envolver o público o blog precisa: informar leitores sobre notícias científicas, explicar de forma entendível para “leigos”, avaliar resultados de pesquisas já realizadas, articular posições sobre assuntos controversos.
Kouper (2010) fez um estudo sobre os blogs relacionados à ciência, pois não havia nenhum estudo sobre essa nova ferramenta. Devido à novidade da pesquisa, a avaliação dos blogs foi baseada nos participantes, fontes de blog, conteúdos dos tópicos e modos de participação. Foram amostrados da internet 11 blogs pela procura por “science blogs” e “blogs about science” e esses foram “seguidos” durante o verão de 2008 (por 30 dias os blogs menos ativos e por 5 dias muito ativos). O número de comentários amostrados foi limitado aos primeiros 15 comentários por tópico (ao todo, 174 tópicos globais e 1409 comentários dos 11 blogs foram analisados).
Os blogs de ciência cobriram uma variedade de assuntos e tópicos além de ciência. Entre os tópicos relacionados à ciência os tópicos freqüentemente mais cobertos eram evolução, saúde, e espaço. Sendo um gênero mais pessoal de comunicação, blogs permitem maior variabilidade de expressão, e os autores confiaram em sua experiência pessoal, notícias e comentários de outras mídias e documentos de pesquisas para escrevem os textos. Os autores do blogs de ciência examinados são relacionados de alguma forma à ciência: estudantes especialistas em alguma área, pesquisadores, professores de certas disciplinas (como Biologia e Física) e jornalistas científicos.
Uma das características dos blogs é o uso de exageros e generalizações. Os autores de blog usam esta técnica jornalística para chamar a atenção dos leitores, às vezes até de forma sensacionalista. Deste modo, as notícias ficam mais divertidas, contudo pode impedir que os leitores adquiram informações precisas e que formem sua própria opinião, sendo então difícil confiar nessa fonte de informação. A intenção de fazer algo compreensível para o público nem sempre pode alcançar o seu objtetivo e, além disso, há muitas opiniões emocionais e comentários insultantes em alguns blogs mais “polêmicos”.
Leitores de blogs de ciência também tiveram alguma relação com ciência. Eles são estudantes, pós-doutorandos, professores e investigadores de várias áreas científicas. A leitura de blogs e os comentários é uma necessidade para que esses adquiram notícias de várias áreas científicas e de haver diálogo com os autores.
O autor do estudo admite ter havido várias limitações na pesquisa. Devido ao número pequeno de posts e comentários, poderiam ter sido negligenciados certos modos importantes de participação. O papel de humor em comunicação de ciência e interpretação de coletivo de conhecimento também precisa ser examinado. E deve ser analisado também os leitores que apenas sequem os conteúdos, mas não postam comentários (lurkers). E conclui que, em relação aos blogs referentes à ciência, é necessário um esforço em comum de cientistas, jornalistas, pedagogos, e outros grupos de atores para repensar o papel de blog na promoção da participação na ciência. Blogs científicos devem propiciar a participação de pessoas não-cientistas, focalizar em modos explicativos, interpretativos e críticos ao invés de apenas informar e opinar.
Esse texto abre espaço para pensarmos e fazermos uma avaliação sobre o nosso blog. Qual o objetivo do blog “BIOPIBIDUFSJ”? Quem são os autores do blog? Quem são os leitores do blog? Quais são as formas de participação dos leitores?
Blogs pesquisados por KOUPER (2010):
scienceblogs.com/purepedantry
scienceblogs.com/drugmonkey
scienceblogs.com/scientificactivist
scienceblogs.com/pharyngula
www.wired.com/wiredscience
blog.bioethics.net
blogs.discovermagazine.com/cosmicvariance
www.pandasthump.org
scienceblog.com
www.microbiologybytes.com/blog
www.syntesis.cc
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
KOUPER, I. Science blogs and public engagement with science: practices, challenges, and opportunities. Journal of Science Communication. 9(1), March 2010.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Jogo Doença de Chagas
http://www.invivo.fiocruz.br/chagas/quadrinhos.html
Simples e interativo, útil e belo! Parabéns Samuel! e a toda equipe.
terça-feira, 4 de maio de 2010
CONHECENDO O GENOMA
Lendo o artigo ¨BIOLOGIA E ÉTICA: UM ESTUDO SOBRE A COMPREENSÃO E ATITUDES DE ALUNOS DO ENSINO MÉDIO FRENTE AO TEMA GENOMA/DNA¨ pude perceber a importância da investigação como uma alternativa para o trabalho do professor dentro de sala de aula, pois é possível melhorar a qualidade das aulas, formando alunos críticos e atuantes, capazes de atitudes bem pensadas em sua vida pessoal e profissional.- ALVES, S. B. F. & CALDEIRA, A. M. A.; Biologia e Ética: um estudo sobre a compreensão e atitudes de alunos do ensino médio frente ao tema genoma/DNA, 2008 – fae.ufmg.br
domingo, 2 de maio de 2010
HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO DE CIÊNCIAS
Muitos são os métodos usados para o ensino de ciências nas escolas, mas as histórias em qudrinhos (HQ) estão ocupando um espaço de total relevância para tal ensino, despertando e aguçando o interesse dos alunos, uma vez que são histórias chamativas e interessantes, e assim tornam o aprendizado mais agradável.É preciso que se inove a cada dia a mediação de conhecimentos para que o aluno se torne participativo e interessado em receber os conhecimentos de uma maneira agradável e instigativa, de modo que tais conhecimentos sejam mais detalhados e de vocabulário acessível.
Segundo trabalhos de Cabello e colaboradores (2010), em se tratando de saúde geralmente as crianças e os adolescentes já trazem para a escola conceitos errôneos aprendidos no entorno familiar e na vizinhança. Existem mitos e estigmas que levam a ter medo da hanseníase, criando assim um preconceito muito forte contra os doentes. Frente a este quadro, a educação e a divulgação científica tornam-se uma ferramenta de maior importância, pois através delas pode-se combater esses medos, pode-se mostrar que a doença tem cura quando diagnosticada precocemente e tratada corretamente.
Cabello e colaboradores (2010) ainda ressaltam que existem diversos materiais educativos, de campanhas e divulgação falando de hanseníase; neles, podem ser encontrados conceitos básicos da sintomatologia, diagnóstico, tratamento e cura da doença, mas pouco se fala da imunologia. É nesse sentido que a elaboração, aplicação e avaliação de uma história infantil, trabalhando conceitos encaixados num contexto o mais próximo possível ao real da hanseníase, poderá sem dúvida contribuir para um melhor conhecimento e divulgação da doença, além de instruir as crianças e os adolescentes com conceitos simples de imunologia.

Assim, devido ao fato de que o estudo de doenças em geral é às vezes um tanto complexo devido a termos científicos, o que torna difícil a compreensão deixando o aluno apático e sem interesse em participar da aula, tornando-se somente um recebedor de teorias; métodos inovadores e que sejam de interesse dos alunos como as histórias em quadrinhos, são uma grande e importantíssima ferramenta que os professores não só podem, como também devem utilizar, para que a construção do conhecimento pelos alunos seja cada vez mais interessante, facilitando assim a assimilação do conteúdo pelos próprios.
OBS: iniciativas deste tipo já vêm sendo realizadas com muito sucesso, sendo que uma das mais conhecidas no Brasil é o GIBIO, um gibi criado pelos alunos do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Este é um trabalho que vale muito à pena ser conferido. Abaixo segue um link do site da Banca do GIBIO, onde os gibis podem ser acessados virtualmente. Divirtam-se:
http://www.ufscar.br/fotografia/gibiobanca.php
Referências Bibliográficas:
- CABELLO, K. SA., DE LA ROCQUE, L., SOUSA, I. C. F. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias v. 9, Nº 1, pp. 225-241, 2010.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Caixa, Conto e Ciências
quinta-feira, 22 de abril de 2010
O poder dos “videogames” no processo de aprendizagem
Uma das mídias ou formas de comunicação mais presente no mundo atual são os “videogames”, afinal de contas, eles proporcionam prazer, descontração, e abrem uma enorme janela para a imaginação. Além disso, eles podem ser considerados como dispositivo cultural que fornece competências especiais para o processo de aprendizagem ou educação.
terça-feira, 20 de abril de 2010
A utilização de "webquests" para o ensino de Genética e Biologia Molecular

Fig. 1. Extração de DNA do morango a partir de materiais domésticoshttp://www.phpwebquest.org
http://www.odnavaiaescola.com.br
http://www.geneticanaescola.com.br/Ano2vol1.htmlorigami
http://livre.escolabr.com/ferramentas/wq/
CARLAN, F. A. SEPEL, L. M. N.; LORETO, E. L. S. Aplicação de uma webquest associada a atividades práticas e a avaliação de seus efeitos na motivação dos alunos no ensino de Biologia. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias, Vol.9, Nº 1, 261-282 (2010).
domingo, 18 de abril de 2010
Professor Pesquisador
Ser professor nos dias atuais é mais do que um desafio é, sobretudo, ser um profissional dedicado à pesquisa, conhecedor das habilidades e competências exigidas para se enserir com competência nos moldes das exigênciasdo século XXI.Ao professor não cabe mais a noção de só saber ensinar, mas a de compreender que ensinando também se aprende.
Nos dias atuais não há mais como conceber ser professor sem análise minuciosa do saber fazer, saber analisar, associar idéias em diferentes áreas do conhecimento ou ainda pesquisar a si mesmo, ser autocrítico.
Na verdade, falar em produção de conhecimento pelo professor no Brasil ainda é tabu. Em primeiro lugar porque as condições concretas de trabalho docente tornam-se extremamente impraticáveis as possibilidades de a pesquisa vir, a curto ou a médio prazo, a ser inserida no perfil profissional dos professores de ensino fundamental e médio.
Nas condições atuais pesquisar é um fardo praticamente impossível de se carregar.
No Brasil o movimento de aproximação entre trabalho docente e pesquisa adquiriu voz de várias maneiras:
- a consideração da pesquisa como princípio científico e educativo.
- a combinação de pesquisa e prática no trabalho e formação de professores.
- a discussão do papel didático que pode ter a pesquisa na articulação entre saber e prática docente.
- a ênfase na importância da pesquisa como instrumento de reflexão coletiva sobre a prática.
A prática da pesquisa pelo professor de Educação Básica no Brasil é cercada de dificuldades ressaltando-se dois problemas diferentes apesar de relacionados.
- deslocar o foco da reflexão do sucesso de suas iniciativas para um entendimento mais geral das condições de possibilidade de sua docência.
- conseguir manter esse novo olhar nas condições desfavoráveis do ensino público brasileiro.
A ausência da referência à relação implícita do professor com os vários tipos de conhecimentos ( científicos, metodológicos, curricular e organizacional) torna muito mais precária qualquer análise da prática escolar.
Atualmente com a interação entre alguns professores de Escolas Públicas e alunos da Universidade através do PIBIDI, existe a possibilidade de uma observação e crítica da prática do professor, possibilitando uma possível transformação educacional.
Referências bibliográficas:
Ciências e Educação, vol.15, nº3, p.476, 2009.











