quarta-feira, 15 de junho de 2011

Edital para seleção de bolsistas PIBID - alunos da Licenciatura em Ciências Biológicas

EDITAL PARA A SELEÇÃO DE BOLSISTAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA DO CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS - Nº 001/2011
(Ref.: PIBID - EDITAL Nº001/2011/CAPES)

A Coordenação da Licenciatura em Ciências Biológicas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID/2011 torna público o presente Edital para a seleção de bolsistas de Iniciação à Docência, na categoria de aluno de graduação a ser realizado de acordo com o disposto no Edital 01/2011 – PIBID, conforme dados abaixo.

Área: Ciências Biológicas
Dedicação ao projeto: 20 horas semanais
Número de bolsas: 20

1 DAS INSCRIÇÕES

1 DAS INSCRIÇÕES

1.1 Requisitos Básicos


Para atuar no subprojeto da área de Biologia, o/a bolsista de iniciação à docência deverá:

a) Estar regularmente matriculado/a no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da

UFSJ;

b) Ser brasileiro/a ou possuir visto permanente no País;

c) Estar em dia com as obrigações eleitorais;

d) Dedicar o mínimo de 20 horas semanais ao subprojeto, no período de vigência da

bolsa;

e) Garantir que não haja prejuízo de suas atividades discentes regulares;

f) Executar o plano de atividades proposto no subprojeto da biologia disponível no sitio

eletrônico http://www.pibid.ufsj.edu.br/ver_projeto.php?id_projeto=9

g) Estar disposto/a a atuar em grupo, de modo cooperativo, solidário, responsável e

com respeito aos colegas, professores e alunos;

h) Assinar Termo de Compromisso, obrigando-se a cumprir as metas pactuadas pela IES

no projeto institucional

i) Devolver à CAPES eventuais benefícios recebidos indevidamente;


2


j) Apresentar os resultados parciais e finais de seu trabalho, divulgando-os nas reuniões

de trabalho, nos seminários institucionais, na escola onde as atividades foram

desenvolvidas e em ambiente virtual do PIBID/UFSJ/CAPES.

1.2 Requisitos Específicos

ara atuar no subprojeto da área de Ciências Biológicas é necessário que o/a bolsista:


k) Seja aprovados/as no processo seletivo conduzido pelo Coordenador de Área do

subprojeto;

l) Esteja apto/a a iniciar as atividades relativas ao projeto no início do mês de julho de

2011.

m) Não tenha outro tipo de bolsa.


2 DO MEIO E DO PERÍODO DE INSCRIÇÃO E CONDIÇÕES GERAIS
2.1 A inscrição far-se-á exclusivamente por meio de submissão eletrônica para o e-mail priscila@ufsj.edu.br
2.2 Período de inscrição: das seis horas do dia 17 de junho até às 21 horas do dia 22 de junho de 2011 (horários de Brasília – Brasil).
2.3 A ausência de quaisquer documentos necessários à inscrição, conforme item 3 deste edital, redundará no indeferimento da inscrição.
2.4 A inscrição do candidato implicará o conhecimento e a aceitação das condições estabelecidas neste edital.
2.5 A qualquer tempo, a inscrição do candidato e as etapas da seleção do bolsista serão anuladas se constatada falsidade em qualquer documentação entregue no ato da inscrição.

3 DA DOCUMENTAÇÃO
3.1 Todos os documentos deverão ser encaminhados por e-mail,priscila@ufsj.edu.br,
colocando no campo ‘assunto’ da mensagem: Inscrição PIBID, nome e sobrenome do requerente e período em que se encontra no primeiro semestre de 2011 no curso de Ciências Biológicas da UFSJ, conforme o modelo "Inscrição PIBID Maria Araújo, 3p
no formato PDF, dentro do prazo das inscrições.
3.2 Documentos
a) Requerimento de inscrição devidamente preenchido (Anexo I deste edital);
b) Carta de Motivação, justificando seu interesse em atuar no subprojeto (normas para a elaboração da carta estão disponíveis no Anexo II deste edital);
c) Atestado de matrícula no curso;
d) Currículo comentado (instruções no anexo III deste edital)

4 DA HOMOLOGAÇÃO DA INSCRIÇÃO
4.1 O aceite das inscrições será divulgado no mural no site da Coordenadoria do Curso de Ciências Biológicas e no blog do projeto http://www.biopibidufsj.blogspot.com/ até a data limite de 27 de junho de 2011.
4.2 A(s) inscrição(ões) que não atenda(m) aos requisitos previstos neste edital não será(ão) homologada(s).

5 DAS ETAPAS DE SELEÇÃO DOS BOLSISTAS
5.1 As etapas de seleção são: Avaliação do Curriculo, Avaliação da Carta de Motivação e Entervista
5.2 A entrevista compreenderá Arguição da Carta de Motivação e do Currículo. A entrevista será individual, com duração máxima de quinze minutos, e será registrada em áudio. Será atribuída uma nota de zero a dez pontos à entrevista. As entrevistas ocorrerão nos dias 29 e 30 de junho de 2011 no Laboratório de Ensino de Biologia LEBio, na sala B1.10 no Departamento de Ciências Naturais, DCNAT em horários a serem divulgados junto à homologação das inscrições no mural e no site da Coordenadoria do Curso de Ciências Biológicas , e no blog do subprojeto http://www.biopibidufsj.blogspot.com/
6 DA BOLSA
6.1 O valor da bolsa, conforme o EDITAL Nº 001/2011/CAPES, é de R$ 400,00 (quatrocentos reais).
6.2 A vigência da bolsa poderá ser de até dois anos.
6.3 A renovação da bolsa depende do interesse do bolsista em continuar suas atividades, bem como da avaliação realizada pela coordenação do subprojeto, frequência de participação e do desempenho das atividades desenvolvidas pelo bolsista.
6.4 Em qualquer período de vigência da bolsa, o estudante poderá ser desvinculado do projeto, caso não cumpra as atividades propostas.

7 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
7.1 A seleção dos candidatos seguirá a ordem de classificação.
7.2 Em caso de empate, serão utilizados como critérios de desempate, seguindo a ordem apresentada a seguir:
a) Maior nota da entrevista
b) Maior nota atribuída à Carta de motivação
c) Maior nota atribuída ao Currículo

8 DO RESULTADO
8.1 O resultado final será dado no no mural e no site da Coordenadoria do Curso de Ciências Biológicas e no blog do projeto http://www.biopibidufsj.blogspot.com/

9 DAS DISPOSIÇÕES GERAIS
Assim, ficam todos os interessados cientes de que se encontram abertas as inscrições para a seleção de bolsistas de Iniciação à Docência, no(s) período(s) anteriormente citado(s), expedindo-se o presente Edital que, para os devidos fins, será disponibilizado no no mural e no site da Coordenadoria do Curso de Ciências Biológicas e no blog do projeto http://www.biopibidufsj.blogspot.com/


Professora Dra. Priscila Correia Fernandes
Coordenadora do subprojeto da Licenciatura em Ciências Biológicas do PIBID/UFSJ
DCNat – COBIO - UFSJ
_______________________________________________________________________________
ANEXO 1
REQUERIMENTO DE INSCRIÇÃO

Seleção de Bolsistas de Iniciação à Docência
(Ref.: EDITAL No. 01/2011/PIBID-BIO/UFSJ)


Eu, ___________________________________________________________________,
(nacionalidade) ______________, (estado civil) _____________, (profissão)__________________, RG n.º ____________, CPF n.º _____________________, e-mail ____________________________________________________________________, residente e domiciliado à Rua/Av._______________________________________________, na cidade de ______________________, Estado _______________, CEP n.º ____________, telefone ( ) ________________, venho requerer minha inscrição como candidato à Seleção de Bolsista de Iniciação à Docência no subprojeto da área de Ciências Biológicas para o preenchimento de uma das 20 vagas de bolsista Capes, e para tanto faço anexar os seguintes documentos:

a) Carta de motivação justificando seu interesse em atuar no subprojeto da Biologia de acordo com recomendaçãoes no anexo 2 do presente edital;
b) Atestado de Matricula
c) Histórico Escolar atualizado


São João del Rei/MG, ___ de _______________ de 2011

________________________________________________________________________________

ANEXO II
Orientações para a elaboração da Carta de motivação

A carta deve ser digitada em fonte Arial, tamanho 12, texto justificado, espaçamento entre linhas 1,5, margem superior e inferior 2,0, margens direita e esquerda 2,5. O texto deve ter no máximo duas páginas.
O candidato deve expressar os motivos e as expectativas referentes à sua participação no PIBID UFSJ, bem como no Ensino Básico Público. O candidato deve destacar como sua atuação no subprojeto PIBID Bio poderá contribuir para sua formação acadêmica. O subprojeto das ciências biológicas bem como o projeto institucional PIBID UFSJ 2011 estão disponíveis no mural e no site da Coordenadoria de Ciências Biológicas .
A carta deve ter uma introdução, desenvolvimento e conclusão. Não deve conter resumo e não são obrigatórias citações bibliográficas. No caso de citar autores, colocar a referência conforme a ABNT. A utilização de textos sem as referidas referências caracteriza-se como plágio. Durante a avaliação da carta, se houver a constatação de plágio, o candidato será desclassificado do concurso.
A carta deve ser assinada e datada pelo candidato.

_________________________________________________________________________________
ANEXO III
Orientações para a elaboração do Currículo Comentado

O currículo comentado é um documento onde o candidato deverá apresentar suas experiências acadêmicas, profissionais e pessoais que ele julgue terem composto um conjunto de experiências que o habilitam ou motivam a participar do PIBID Bio. O candidato pode utilizar como base o modelo do curriculo Lattes ou outro modelo tradicional de currículo e fazer comentários específicos nos ítens que julgar pertinente.
O Curriculo Comentado deve ser digitado em fonte Arial, tamanho 12, texto justificado, espaçamento entre linhas 1,5, margem superior e inferior 2,0, margens direita e esquerda 2,5.
Todos os itens do currículo devem possuir forma de comprovação para que, em qualquer tempo possa ser verificada sua autenticidade. Em caso de incapacidade de comprovação ou se comprovada fraude, o candidato será desclassificado do concurso e arcará com as penalidades previstas por lei.

Seleção PIBID 2011

Estão abertas as inscrições para bolsistas do projeto PIBID Bio UFSJ. São 20 vagas para alunos de licenciatura em ciências biológicas da UFSJ, 1 vaga para supervisor destinada a professores de biologia e 1 vaga para supervisor destinada a professores de ciências, ambos da rede pública municipal e estadual. Os editais de seleção, o subprojeto da biologia e o projeto institucional estão disponiveis no site da COBIO (www.ufsj.edu.br/cobio) e estão também disponiveis no mural da coordenadoria do curso de ciências biológicas, no Departamento de Ciências Naturais, Campus Dom Bosco, UFSJ. Maiores informações com a coordenadora do subprojeto, profa. Priscila Correia Fernandes,através do endereço eletrônico priscila@ufsj.edu.br.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Avanço nas pesquisas contra o HIV


Mais alguns passos foram dados na busca por mecanismos de neutralização e até, quem sabe futura prevenção ao vírus HIV, transmissor da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, ou mais popularmente conhecida AIDS. Neste mês foi publicada uma pesquisa na science sobre a estrutura e funcionalidade de um potente neutralizador ou anticorpo (mais especificamente o VRC01) que atua em uma glicoproteína muito pouco variável do envelope viral, a gp120.

O sistema imunológico, tão amplamente discutido nas aulas de biologia, é formado por um conjunto de células e moléculas responsáveis pelo mecanismo de defesa contra qualquer parasito, ou agente estranho, que entre em contato com nosso organismo. Existem dois tipos de imunidade, a inata e a adquirida. A inata é a primeira linha de defesa e por isso não possui especificidade. Quando a imunidade inata não consegue eliminar o antígeno, a adquirida entra em ação. Suas principais células são os linfócitos T e B, o primeiro apresenta ação efetora e é também nele o alvo de ataque do vírus HIV, já o segundo produz anticorpos, os quais podem, entre outras ações, neutralizar os vírus.

Para o estudo detalhado deste anticorpo (VRC01), como sua estrutura química e ligação à glicoproteína do HIV, os pesquisadores utilizaram o soro (composição do sangue, que contém as células do sistema imunológico) de seres humanos que apresentavam a doença em uma forma não progressiva. Desta forma eles identificaram e analisaram por uma técnica de cristalografia, a ligação entre um antígeno específico (glicoproteína gp120) de vários tipos de vírus causadores da AIDS, e a região de um dos anticorpos (VRC01) que o neutralizava.

Apesar da alta taxa de mutação do vírus HIV, como mesmo explicado no texto postado pela Maísa, os pesquisadores demonstraram que em 190 cepas ou tipos de HIV, 173 foram neutralizados pelo anticorpo VRC1 e apenas 17 eram resistentes à ação do anticorpo, isso corresponde a 10% do total.

A pouca variação na região gp120 do envelope viral e a quantificação da eficácia de neutralização do anticorpo em 90% dos diferentes tipos de HIV, demonstram que o VRC01 é um dos mais eficientes anticorpos produzidos pelas células B para neutralizar a infecção, reprodução descontrolada destes vírus e consequentemente a morte dos linfócitos T.

Mas afinal o que todos esses achados podem fazer para as pessoas portadoras do HIV ou para prevenir a população de possíveis infecções? O tratamento ou cura para a AIDS ainda não é possível, mas muitas pessoas vivem com o vírus em forma latente, outras e a maioria utilizam de medicamentos para impedir sua proliferação e ataque a mais células T ou linfócitos T. Entretanto esses medicamentos apresentam vários efeitos colaterais e o possível uso de anticorpos, como o VRC01 produzidos sinteticamente e em concentrações ideais, poderiam diminuir o uso destes medicamentos e assim melhorar a qualidade de vida destas pessoas. Por outro lado, a identificação destas moléculas e os genes que controlam sua produção, por si só são conhecimentos a mais para futuras pesquisas que busquem um designe para uma vacina contra o HIV. Entretanto é bom lembrar que imunizações para este vírus pode não ser eficaz por muito tempo, assim como a vacina para a gripe aviária e tantas outras doenças nos quais os vírus apresentam RNA como material genético.

Portanto, a melhor forma de evitar a AIDS ainda é a prevenção, e por simples atitudes racionais como: o uso de preservativos e não compartilhamento de objetos cortantes, todos podem evitar o aumento nas estatísticas de infecção deste vírus.

Obs: a foto acima é retirada do artigo e se refere a estrutura (nível atômico) do anticorpo VRC01 ligado a glicoproteína gp120 do envelope do vírus HIV-1.

Bibliografia:

ZHOU T. et al. Structural Basis for Broad and Potent Neutralization of HIV-1 by Antibody VRC01. Scince, vol. 329, 2010, 811-817.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Receita da Vida

Hoje em dia nós sabemos que existe sim um livro de receitas bem grande que carrega todas as informações da vida. A esse livro foi dado o nome Ácido Desoxirribonucléico, conhecido popularmente como DNA. Essa fita composta por fosfato, pentose (a desoxorribose para DNA e ribose para RNA) e as bases nitrogenadas que são 4 tipos que compõem o DNA, a adenina (A), citosina (C), guanina (G) e timina (T). Para a composição do RNA temos no lugar da timina a uracila (U). O RNA também contém a informação para a vida, mas nos organismo eucariontes ele funciona como um carreador da informação do DNA que está localizado no núcleo para os ribossomos, organelas produtoras de proteínas, estes localizados no citoplasma. No entanto, em alguns tipos de vírus, o RNA funciona como o DNA, ou seja, ele é o centro da informação genética.
Mas por que o DNA é mais amplamente usado para essa função ao invés do RNA? Simplesmente porque o DNA possui uma fita dupla, que lhe confere maior estabilidade e menor chance de erro em sua replicação pois possui uma "fita reserva" para a conferência dos dados. O RNA por ser de fita simples não possui tal aparato, e seus erros são dificilmente corrigidos. Para entender melhor, podemos utilizar os vírus como exemplo. O vírus que causa o sarampo é um vírus de DNA, e por causa da sua estabilidade genética, nós humanos, conseguimos desenvolver uma vacina contra ele, que nos previne de adquirir tal doença. No entanto, vírus como o causador da gripe (os influenza) e o causador da AIDS (Síndrome da Imunodeficiência em Português), são vírus de RNA, que são altamente mutáveis. É por isso que todos os anos existem campanhas de vacinação contra a gripe. e talvez a resposta de porque ainda não existe (entre vários outros impedimentos, como a fato de esse vírus atacar as células do nosso sistema imunológico) vacina ou cura contra o HIV.
Esquema representando a diferença entre a estrutura do DNA e do RNA.

Mas o homem agora está procurando outras formas de manipular a vida. Há alguns meses, Venter et al, publicaram na Science que haviam conseguido "fazer" uma bacteria com DNA artificial. Para conseqguir tal feito eles selecionaram uma espécie de bacéria, a Mycoplasma mycoides, e colocaram o seu DNA em um fungo, um tipo de levedura da espécie Saccharomyces cerevisiae, o mesmo fungo utilizado para a produção de pãe e cerveja. Essa fungo fez várias cópias desse DNA bacteriano. A partir desse DNA os pesquisadores fizeram modificações nele, com sequências criadas em computador, modificações estas, que eles poderiam reconhecer depois que a nova bacteria crescesse. Depois que o "novo" DNA estava pronto eles o pegaram e o colocaram dentro de outra bacteria, a Mycoplasma capricolum, que possuia uma forma completamente diferente da bacteria doadora do DNA. Então, a "casca" agora dominada pelo DNA modificado de outra bacteria, passa a controlar e se replicar. A nova bactéria passa a adquirir a forma da antiga, pois era essa forma que está identificada no DNA e, o mais interessante e marcante, uma das modificações que os pequisadores fizeram foi que essa bactéria passaria a produzir uma proteína fosforescente azul, o que daria certeza que o DNA modificado era viável, ou seja, que ele era funcional, mesmo estando modificado.

Bactéria artificial (acima) e bactéria nartural (abaixo).

Esse experimento é de fato fascinante, apesar de o homem ainda não ter criado uma vida completamente inédita, já está passos à frente de entender como a vida foi moldada ao longo da evolução. No dia que entendermos isso, ai sim seremos capazes de CRIAR VIDA. Apesar de isto criar fascinação em alguns, cria medo e até revolta em outros. Além que todas as implicações científicas e tecnológicas, há ainda questões filosóficas e morais, e ainda, as religiosas. De qualquer form, existem pessoas de todos os tipos de crença e concepções, e essas, muitas vezes atrapalharam o desenvolvimento da humanidade, como podemos perceber claramente pela história. E fatos como esse nos levam a pensar até onde o homem vai chegar? E mais ainda, até onde ele pode chegar? Isso ninguém ainda sabe responder, mas o que podemos responder sem medo é que o homem ainda não tem tecnologias o suficiente para desvendar o mundo, e que a criação dessa bacteria abre portas para isso, e que com certeza , essa falta de tecnologias é o que ainda impede o avanço da ciência.

Para entender melhor, você pode assistir a estes vídeos disponíveis youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=k2XTZcdSMWk - Bactéria controlada por genoma sintético é o primeiro passo para a criação de vidas artificiais - Notícia/Divulgação

http://www.youtube.com/watch?v=Y5MpypKl1MY - Célula sintética! Organismo vivo é criado a partir de um novo código genético feito por cientistas - Notícia/Divulgação.

http://www.youtube.com/watch?v=cV_pG0qPcxA - Vida Síntética parte 1 - Documentário Discovery Chanel

http://www.youtube.com/watch?v=Y3ttNjtd3yI - Vida Síntética parte 2 - Documentário Discovery Chanel

http://www.youtube.com/watch?v=FU4mU-tNJC4 - Vida Síntética parte 3 - Documentário Discovery Chanel

http://www.youtube.com/watch?v=3XHvU_iVwgU - Vida Síntética parte 4 - Documentário Discovery Chanel

http://www.youtube.com/watch?v=kOLmO4lJh6E - Vida Síntética parte 5 - Documentário Discovery Chanel


Fonte principal: Creation of a bacterial cell controled by a chermically synthesizes genome, Venter, Science, 2010.


Texto escrito por: Maísa Santos

quarta-feira, 21 de julho de 2010

NOTÍCIA: alunos do polivalente são campeões de Festival de Quadrilha



No dia 18/07/10, último domingo, um grupo de alunos, representando a escola Estadual Governador Milton Campos (Polivalente) ganhou o II Festival de Quadrilha do Grupo Pescadores de Jovens (GPJ). Os alunos dançaram muito bem, com sincronia e criatividade e impediram a escola SESI de levar o bicampeonato...


Aê.... alunos! Fiquei com orgulho dos meus pequenos, rs e da minha ex-escola!!!
Fotos: GPJ 2010.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Aprendizagem virtual e suas potencialidades pedagógicas


A evolução do pensamento em educação vem tornando-se cada vez mais amplo, devido não só ao avanço tecnológico, mas também aos vários estudos na área, os quais têm como objetivo produzir novas metodologias que otimizem o processo de ensino-aprendizagem, tanto na aquisição de conhecimentos quanto na satisfação de trabalho de ambos, educadores e educandos.

Neste artigo produzido por Honório Salmerón, Sonia Rodriguez e Calixto Gutiérrez, eles fazem uma análise da utilização de tecnologias da informação e comunicação e também elementos pedagógicos provenientes de aproximações socioculturais.

A aprendizagem virtual, como as oferecidas pelas plataformas para o aprendizado colaborativo mediado pelo computador favorecem a comunicação, a mediação e a construção compartilhada do conhecimento. O uso destas ferramentas tecnológicas que contenham inovações educativas pode ser de grande relevância tanto na gestão de programas educativos, quanto em processos de educação universitária no desenvolvimento de unidades curriculares, estendendo assim as fronteiras para fora da sala de aula.

Nesta junção de tecnologias de informação e educação, se expande a inclusão de modalidades de ensino-aprendizagem não presenciais e semi-presenciais ou blended learning, as quais usam da internet como tecnologia de distribuição de informação e formação de conhecimento, misturados com métodos de ensino baseados na aprendizagem colaborativa e cooperativa, as quais eles consideram como bastante adequada, pois proporcionam aos alunos um contexto virtual de aprendizado entre iguais com interações educativas de qualidade.

O uso exclusivo desta ferramenta para acumular informação, não é uma ação pedagógica. Somente adquire valor pedagógico quando as interpretamos como artefatos mediadores entre o docente e o aluno ou entre iguais que proporcionam um contexto educativo singular e virtual facilitador de processos interativos de co-construção de conhecimento.

Neste contexto alguns estudiosos construtivistas como Vygosky e Piaget defendem a importância da comunicação na interação para o desenvolvimento cognitivo, ainda que com visões diferentes.

Através de métodos de ensino colaborativos e ou cooperativos pelo computador pretende-se capacitar os alunos para distintas modalidades: presencial, semi-presencial e não presencial. Apesar de ambos os termos, aprendizagem colaborativa e cooperativa, serem semelhantes, cada uma apresenta características próprias:

Colaborativa: menos estruturada; processo não tão claramente definido (os membros do grupo discutem e negociam o processo); e busca-se a interdependência igualitária (os membros do grupo escolhem).

Cooperativa: o processo é geralmente sugerido ou imposto; e a estrutura do grupo é geralmente imposta (o professor decide).

Algumas experiências positivas, estudos, com o uso desta metodologia de aprendizado colaborativo/cooperativo através de ferramentas de aprendizado em rede são apresentados: WebQuest (aprendizado baseado em problemas; Riaño e González, 2008 ), sinergia (área virtual para compartilhar trabalhos, grupos de investigação; Jimenéz, Llitjós e Puigcever, 2007), Aprendizado baseado em projeto, no qual se comparou esta metodologia de ensino ao rendimento acadêmico (Pérez-Poch, 2006); entre outros estudos tratados no artigo.

As conclusões que chegaram revisando estes estudos foram que o uso das plataformas virtuais como otimizadoras da comunicação facilitam a aprendizagem colaborativa-cooperativa independente do nível educacional dos estudantes. Também geram progressos no desenvolvimento acadêmico, social e cognitivo, pois se utilizam das trocas sócio-cognitivas, as quais podem gerar conflitos e assim construir e reconstruir conhecimentos. O aumento de redes e desenvolvimento de ambientes virtuais que propiciem a criação de um espaço contínuo em que professores e alunos se encontram e trabalham com os recursos de aprendizado já é uma realidade e uma possibilidade para melhorar e ampliar as fronteiras do processo de ensino-aprendizagem.

Bibliografia:

Salmerón Honorio; Rodríguez Sonia; Gutiérrez Calixto. Metodologías que optimizan la comunicación en entornos de aprendizaje virtual. Comunicar, n° 34, v. XVII, 2010, páginas 163-171.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

AVALIANDO A APRENDIZAGEM

Muito tem se discutido sobre os métodos avaliativos utilizados pelos professores atualmente para "quantificar" o conhecimento adquirido pelos alunos em sala de aula. Porém, a qualidade destes métodos avaliativos vem sendo cada vez mais questionada: para muitos as avaliações realmente são capazes de medir a quantidade e a qualidade do conhecimento assimilado pelos alunos; enquanto que para tantos outros as avalições são altamente insuficientes no que se diz respeito à este propósito.

Em trabalho desenvolvido por Rodrigues & Precioso (2010), sobre a qualidade dos testes aplicados pelos professores atualmente para avaliar o conhecimento científico adquirido por alunos do 6º ano, eles discutem que para muitos autores "os testes constituem o instrumento dominante e, por vezes, quase exclusivo da avaliação dos alunos. É fundamental que os professores elaborem estes instrumentos com qualidade, pois da sua aplicação depende, muitas vezes, a classificação atribuída aos alunos e, consequentemente, o seu futuro."

Os testes atualmente, em muitos casos, são aplicados pelos professores como uma forma de controlar e impor respeito aos alunos, uma vez que em muitos casos os alunos só passam a dar valor no que é dito e ensinado pelo professor quando o que o professor está ensinando vai lhes garantir nota, ou evitar que percam pontos (os quais eles valorizam por depender deles para "passarem de ano"); de modo que a preocupação principal, que seria avaliar a aprendizagem dos alunos, é deixada em segundo plano, o que pode interferir na qualidade dos testes elaborados pelos professores.
Os resultados do trabalho de Rodrigues & Precioso (2010) sugerem que "os testes de avaliação apresentam uma clara predominância de questões que visam avaliar o conhecimento substantivo, sendo raras as perguntas que avaliam as restantes competências. Não são colocadas questões relacionadas com o saber processual e epistemológico, e de raciocínio. Podemos admitir, que questionar a Ciência e avaliar atitudes são desempenhos que os professores que realizaram os testes da amostra, ainda não introduziram nas suas práticas avaliativas."

Propor o questionamento da Ciência em sala de alua, sobre como ela funciona e qual sua aplicabilidade no cotidiano dos alunos, é altamente útil e necessário, uma vez que esta ferramenta educativa fará com que os alunos agucem a curiosodade, se tornem perseverantes e desenvolvam atitudes inerentes ao trabalho de Ciências. Assim, se preciso for, estarão aptos para reformular seus trabalhos, sendo sensíveis e éticos para trabalhar com a Ciência.
Concluindo seu estudo, Rodrigo & Precioso (2010) constataram que os testes atuais aplicados pelos professores para avaliar a aprendizagem dos alunos, "avaliam tópicos e objetivos, que na maioria dos casos, parecem não ter interesse para a vida dos alunos e estão fundamentalmente relacionadas com a memorização de conteúdos. Prevê-se que após a elaboração do teste, serão esquecidos, porque não tiveram para o aluno qualquer interesse prático. Este fator poderá constituir uma das causas do insucesso escolar. A aprendizagem de conteúdos desprovidos de significado, algumas vezes inúteis para a vida, poderá conduzir ao desinteresse e, logicamente, ao referido insucesso escolar."

Desse modo torna-se evidente e necessário que a avaliação não se deva primar somente em testes, pois eles sozinhos são incapazes de avaliar o aluno em todos os sentidos. O professor deverá buscar outras alternativas, diversificar e desenvolver uma metodologia em que os alunos sejam atuantes e desenvolvam atitudes e valores.


Referências Bibliográficas:

- RODRIGUES, C. & PRECIOSO, J. Avaliar a avaliação: um estudo efectuado com testes do 6º ano de escolaridade de Ciências da Natureza. Revista Electrónica de Enseñanza de las Ciencias v. 9, nº 2, pp. 418-434, 2010.